SEJA BEM VINDO !!!

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Uma escola que não respeita a diversidade de seus funcionários, jamais respeitará a diferença de suas crianças

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Os homossexuais são incentivados a viver como se fossem héteros", diz Richard Miskolci


Richard Miskolci, 38, é professor adjunto de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo e Pesquisador Colaborador do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu da Universidade de Campinas (UNICAMP). Miskolci também coordena o grupo de pesquisa "Corpo, identidades e subjetivações". Nos últimos anos, o seu trabalho tem sido focado no estudo e disseminação da chamada teoria queer.

Na entrevista que você confere a seguir, o pesquisador fala a respeito do livro "Marcas da Diferença na Vida Escolar", que é fruto do curso "Gênero e Diversidade na Escola", que foi coordenado por Richard. No livro, encontram-se cinco artigos que abordam temas como a cultura na escola, o gênero e a orientação sexual e as relações étnicas raciais.

Richard explica que o livro não trata da diversidade sexual única e exclusivamente, que a ideia central do projeto é lidar com a diferença. "Sua proposta é mais radical, a de propor métodos de ensino desconstrutivistas, que coloquem em discussão as fontes culturais dos preconceitos por meio da sensibilização de educadoras para a diferença como potencial criativo e transformador", explica.

Como surgiu a ideia do livro? Comente um pouco sobre o projeto.
O livro surgiu a partir da experiência de coordenação da versão da Universidade de São Carlos (UFSCar) do Curso Gênero e Diversidade na Escola. O curso foi financiado pelo Ministério da Educação (MEC), criado em parceria pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD) e o Centro Latino Americano em Sexualidades e Direitos Humanos (CLAM-UERJ), e aberto para "replicação" em todo país por meio de edital em 2008. A UFSCar, por meio do grupo de Pesquisa Corpo, Identidades e Subjetivações e o NEAB (Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros), propôs uma versão e foi aceita. Assim, durante 2009 criou a estrutura e ofereceu o curso para cerca de 1.440 educadores/as de vários Estados brasileiros. O GDE-UFSCar foi oferecido na modalidade a distância, usou o material fornecido pela SECAD, mas também criou material próprio, um livro didático intitulado "Marcas da Diferença no Ensino Escolar", o qual, depois do término do curso, foi revisto, modificado, ampliado e gerou este livro recém-lançado com o mesmo título, mas acessível a todos/as e não apenas aos/às cursistas iniciais. A maior parte da edição já tem destino certo: será doada a pólos de educação, bibliotecas e núcleos de pesquisa. Queremos socializar e ampliar os resultados alcançados com o GDE-UFSCar cumprindo nosso compromisso com a SECAD, o MEC e demais promotores do curso, como a SPM, a SDH e a SEPIR. Sobretudo, nosso objetivo é contribuir para que nossa experiência exitosa se espalhe pelo país por meio do material que resultou do contato com cursistas de toda parte e com anseios que retratam a diversidade do Brasil.

O livro trata da questão da diversidade sexual no âmbito escolar. Você como educador e pesquisador, acredita que os alunos que chegam à graduação estão preparados para lidar com o tema? Por quê?
O livro é voltado principalmente para educadoras/es de primeiro e segundo grau. Há uma grande demanda por material consistente e atualizado sobre os temas das diferenças e o livro busca atendê-la. Não lida com diversidade, antes com diferença, ou seja, sua proposta é mais radical, a de propor métodos de ensino desconstrutivistas, que coloquem em discussão as fontes culturais dos preconceitos por meio da sensibilização de educadoras para a diferença como potencial criativo e transformador. Na retórica da diversidade prega-se a tolerância e o convívio com o Outro sem se misturar enquanto na perspectiva da diferença a proposta é a de aceitação do Outro, um convite a se transformar no contato com ele criando uma outra sociedade, mais plural e democrática.

Muito se fala em bullying no ensino fundamental, mas nos últimos anos tivemos conhecimentos de agressões homofóbicas em universidades, por exemplo, na USP, quando um casal foi expulso de uma festa e, na UFMG, quando um aluno gay foi espancado. Podemos dizer que há bullying homofóbico nas universidades, públicas ou privadas?
O bullying sempre existiu em todos os níveis educacionais. Na verdade, o processo educacional, no passado, era marcado por ele, pois a educação era formatação para os padrões socialmente impostos como corretos. A sensibilidade para este tipo de violência física e/ou simbólica é recente e muito positiva, pois leva-nos a repensar a educação e seu papel. Focar apenas em eventos isolados ou contextuais de violência como os noticiados pode nos desviar de um objetivo mais transformador que é o de colocar em questão os currículos, as metodologias de ensino e os valores e normas em que as pessoas são obrigadas a se inserir no processo educativo. Mudar esse contexto é um desafio com potencial promissor.

A homofobia é algo que está além do fato da pessoa ter instrução/graduação ou não?
Homofobia é um termo complicado, originalmente psicológico e usado para "culpabilizar" homossexuais por sua própria situação. Durante muito tempo, homofóbico era sinônimo de um homossexual que não se aceitava. O uso recente do termo homofobia para expressar atos de violência contra homossexuais tem muitas limitações. A principal é que homofobia é usado para vitimizar homossexuais criando imagem de algozes heterossexuais. Na experiência cotidiana, as coisas são mais complicadas. Vivemos em uma sociedade heteronormativa, ou seja, em que todos/as, inclusive homossexuais, são incentivados a viverem como se fossem heterossexuais. A heteronormatividade também é uma violência e é experimentada dentro de espaços "gays" quando um certo jeito de ser é imposto, muitas vezes por outros gays. Assim, a fonte de onde brota diversas formas de violência vividas por homossexuais é o heterossexismo. O heterossexismo institucional, por exemplo, o pressuposto de que todos são ou deveriam ser hétero machuca tanto e mais frequentemente do que expressões eventuais de violência física ou simbólica. Combater violência é um imperativo, mas devemos ampliar nossa percepção do que é violento e evitar personificá-lo nos heterossexuais. A violência está nas instituições, nas normas e convenções culturais heterossexistas, na heteronormatividade, a qual - inclusive para héteros - é frequentemente algo com o que não concordam tampouco gostariam que existisse.

A educação pode ser uma ferramenta para o combate a homofobia?
A educação tem um potencial incrível. A proposta do livro é a de uma desconstrução da forma estabelecida de educar de maneira a colocar em xeque as fontes culturais dos preconceitos. Des-construir a antiga educação também pode ser refazê-la como algo aberto ao Outro, ao qualificado como estranho, o/a portador/a da diferença e do novo. Assim, o "Marcas da Diferença no Ensino Escolar" espera contribuir para desfazer o hegemônico por meio da incorporação transformadora do Outro mudando a escola, o educar e, sobretudo, auxiliando a criar uma sociedade mais aberta às transformações democráticas.

E qual é a sua análise a respeito da recepção da diversidade sexual nos espaços acadêmicos? Ainda há resistência?
Há maior ou menor receptividade dependendo do contexto de cada um, área de atuação, local de trabalho. Na UFSCar, temos um terreno propício e receptivo a iniciativas comprometidas com o respeito às diferenças e à criação de material que promova a inclusão social e a construção de uma nova cidadania. Destaco o programa de ações afirmativas da universidade, a inclusão de indígenas, negros, refugiados políticos, estudantes vindos das escolas públicas

Filme com Ana Paula Arósio vivendo uma lésbica estreia : leia entrevista com diretora



O filme tem imagens eróticas e explícitas entre mulheres, mas o mesmo não acontece entre o personagem de Murilo e do Pierre Baitelli. Por quê? É algum tabu?
Não, nenhum tabu - é só a maneira como a historia é contada. A cena de sexo entre Julia e Helena é mais uma forma de mostrar as tentativas da professora para sair da depressão que toma conta dela depois da separação.

Seus dois últimos filmes - "Mulheres do Brasil" e "Ismael e Adalgisa" - focam na natureza feminina. Você pretende continuar dedicando seu trabalho ao universo feminino, já que "Como Esquecer" também privilegia esse tema?
De fato, o universo feminino é bem confortável para mim, gosto de falar sobre ele.

"Mulheres do Brasil" é um filme de aspectos televisivos e "Ismael e Adalgisa" é "cinemão clássico". Em "Como Esquecer" você optou por discutir temas mais atuais. Como aconteceu essa escolha estética?
As histórias propõem, cada uma a sua maneira, a linguagem com a qual elas devem ser retratadas. "Como Esquecer" é um filme intimista que se passa dentro dos personagens, nos seus sentimentos mais profundos, o que requer um tratamento diferenciado.

Você teve alguma dificuldade para conseguir patrocínio devido à temática homossexual do filme?
Sim, ainda há muita resistência das empresas em associar o seu produto ao universo LGBT. Entretanto, existem instituições que já trabalham as questões de gênero há algum tempo e por causa delas conseguimos realizar o "Como Esquecer", são elas: A SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres), o Banco do Brasil e a Petrobras.
"Como Esquecer", novo longa-metragem de Malu De Martino que tem Ana Paula Arósio e Murilo Rosa no elenco.

No filme, Arósio vive Julia, professora de literatura inglesa que tenta recomeçar a vida após se separar da namorada. Murilo Rosa interpreta Hugo, o melhor amigo gay de Julia, que perde o companheiro, vítima de um câncer, mas reencontra o amor com Nani (Pierre Baitelli).

"Como Esquecer", que teve sua primeira exibição durante o último Festival do Rio, é mais uma aposta de Malu De Martino no universo feminino. Com um olhar sensível sobre a perda, a diretora se preocupa em mergulhar fundo na dor que cada personagem enfrenta, fugindo do risco de transformar a trama em um insuportável dramalhão.

Nesta entrevista exclusiva, Malu De Martino explica por que resolveu investir na história de amor entre duas mulheres, revela que teve dificuldades em buscar patrocínio para a produção e acredita que rodar um filme com a temática homossexual faz parte de uma "evolução" que já pode ser vista na TV. Confira a seguir:

Por que filmar a história de um amor entre lésbicas?
Quando li o livro "Como Esquecer- anotações quase inglesas" da Myriam Campello, encontrei uma história bonita e sensível sobre o sofrimento que experimentamos quando perdemos alguém que amamos. O fato de a personagem principal ser lésbica não me intimidou.

Como foi convidar dois atores globais, Ana Paula Arósio e Murilo Rosa, para participar do longa-metragem?
Considero esses atores muitos bons e talentosos. Também não me intimida o fatos deles pertencerem ao elenco da TV Globo. Trabalhar com eles foi uma honra para mim.
Como você enxerga a representação da lésbica e do gay hoje em dia na TV e no cinema? Ela é ainda carregada de preconceitos ou houve uma evolução?
Acho que ainda há muito a ser feito. Acabar com as caricaturas já seria um bom passo. Mas vejo uma evolução sim. São raras as novelas que não têm personagens gays, por exemplo, e o fato de ter conseguido filmar o "Como Esquecer" também faz parte desta evolução.

Qual é sua expectativa em relação à reação do público que assistirá a "Como Esquecer"? Acredita que ela será positiva ou a temática homossexual ainda afasta a audiência brasileira?
A comunidade LGBT quer se ver? Quer se reconhecer nas telas do cinema? Vai se mobilizar para isso? Sinceramente acredito nisso. Apesar de o filme ser de sentimentos comuns aos adultos e por isso deve ir além dessas comunidades, dois dos personagens principais são homossexuais. Vamos saber a resposta para sua pergunta (e as minhas também!) quando o filme entrar em cartaz e contabilizarmos público.

Pode nos contar quais são seus próximos projetos?
O meu próximo filme é o documentário "Margaret Mee e a Flor da Lua", sobre a artista Margaret Mee e seus diários retratando a flora amazônica. Também estou lendo alguns roteiros e livros para elaboração de um próximo projeto.

* Colaborou Lufe Steffen

Contrariando premiê, estados da Austrália debatem lei da união civil gay


O debate sobre a união civil gay na Austrália ganha apoiadores e será discutido nos parlamentos da Tasmânia, Vitória e Austrália do Sul. Os congressistas destes três estados, em sua maioria, são favoráveis à união civil entre pessoas do mesmo sexo.

A discussão em torno da união civil gay acontece à revelia da primeira-ministra da Austrália, Julia Gillard, que já se declarou contra a lei em questão. Porém, o Partido Trabalhista australiano tem conquistado mais e mais apoio e hoje a maioria dos partidos está a favor.

Na Tasmânia, a iniciativa partiu do Partido Verde, porém, o estado já conta com uma lei de parceira civil. O premiê da Tasmânia, David Bartlett, que é do Partido Trabalhista, é favoravel à aprovação de uma lei que equipare os direitos dos casais gays aos dos heterossexuais.

Em Vitória, o projeto de lei também é uma iniciativa do Partido Verde, na verdade, uma promessa do deputado Brian Walters. Nesse estado, a lei conta com o apoio do primeiro-ministro, John Brumby, que, curiosamente, é do Partido Trabalhista. Já na Austrália do Sul, os deputados Ian Hunter (dos Trabalhistas e assumidamente gay) e Tammy Frank (Verde) apresentaram na última quinta-feira (11) um projeto de lei elaborado conjuntamente.

Porém, a discussão esbarra no seguinte problema: quem deve definir sobre as uniões civis, Estados ou a Federação? A primeira-ministra defende que, independente dos Estados aprovarem as leis, elas não terão validade, pois o que vale é a lei federal da união civil, e Julia Gillard tem sido clara: "A lei federal só reconhece casais constituídos entre um homem e uma mulher". Mas, alguns advogados especialistas no assunto, alegam que a Constituição australiana tem brechas para que se aprovem leis locais e garantam os direitos aos casais homossexuais.

Um fator pode mudar o jogo: em 2011 a Austrália terá eleições e tanto os partidos da direita quanto da esquerda querem a cadeira de Julia Gillard. Por conta disso, até os conservadores começam a apoiar a aprovação de tais leis.

70 direitos ainda são negados aos homossexuais; saiba quais são eles Por André Cardoso Gomes Baliera*


As eleições de 2010 trouxeram de volta, ao menos em âmbito virtual, principalmente nas redes sociais, uma questão que o Congresso teima em não debater: o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Infelizmente, foi de forma medíocre que estas eleições debateram o assunto, sempre submetendo-o aos interesses das igrejas e não à população realmente interessada: os milhões de gays e lésbicas brasileiros.

Aos leigos talvez a questão seja de menor importância, afinal, pode parecer que é só mais uma instituição da sociedade heteronormativa que nós, LGBT, queremos copiar, no entanto, a impossibilidade de "juntar os trapos" perante a Justiça nos subtrai mais de 70 direitos que aos héteros são garantidos.

Foi elaborada uma lista de 78 direitos que nos são negados, dos quais a grande maioria deriva do fato de não ser legítima a união entre pessoas do mesmo sexo. Destes, apenas alguns já foram garantidos, como a possibilidade de incluir o parceiro no imposto de renda ou a inclusão do companheiro em planos de saúde, isso no estado de São Paulo, a situação pode ser pior em outros estados.

A lista de direitos que nos são negados segue abaixo, indignem-se, pois os gays...

01. Não podem se casar.
02. Não têm reconhecida a união estável.
03. Não adotam sobrenome do parceiro.
04. Não podem somar renda para aprovar financiamentos.
05. Não somam renda para alugar imóvel.
06. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público.
07. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde.
08. Não participam de programas do Estado vinculados à família.
09. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência.
10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido.
11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside.
12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação.
13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação.
14. Não podemassumir a guarda do filho do cônjuge.
15. Não adotam filhos em conjunto.
16. Não podem adotar o filho da parceira.
17. Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira.
18. Não têm licença maternidade ou paternidade se o parceiro adota um filho.
19. Não recebem abono-família.
20. Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro.
21. Não recebem auxílio-funeral.
22. Não podem ser inventariantes do parceiro falecido.
23. Não têm direito à herança.
24. Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre.
25. Não têm usufruto dos bens do parceiro.
26. Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime.
27. Não têm direito à visita íntima na prisão.
28. Não acompanham a parceira no parto.
29. Não podem autorizar cirurgia de risco.
30. Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz.
31. Não podem declarar o parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR).
32. Não fazem declaração conjunta do IR.
33. Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro.
34. Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro.
35. Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros.
36. Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios.
37. Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família.
38. Não têm direito real de habitação, decorrente da união (art.1831 CC).
39. Não têm direito de converter união estável em casamento.
40. Não têm direito a exercer a administração da família quando do desaparecimento do companheiro (art.1570 CC).
41. Não têm direito à indispensabilidade do consentimento quando da alienação ou gravar de ônus reais bens imóveis ou alienar direitos reais
(art.235 CC).
42. Não têm direito a formal dissolução da sociedade conjugal, resguardada pela lei.
43. Não têm direito a exigir que cesse a ameaça, ou a lesão, a direito da personalidade, e reclamar perdas e danos na hipótese do companheiro falecido (art.12, Par. Único, CC).
44. Não têm direito a proibir a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem do companheiro falecido ou ausente (art.20 CC).
45. Não têm direito a posse do bem do companheiro ausente (art.30, par.
2 º CC).
46. Não têm direito a deixar de correr prazo de prescrição durante a união (art,197, I, CC).
47. Não têm direito a anular a doação do companheiro adúltero a seu cúmplice (art.550, CC). 48. Não têm direito a revogar a doação, por ingratidão, quando o companheiro for o ofendido (art.558, CC).
49. Não têm direito a proteção legal que determina que o companheiro deve declarar interessa na preservação de sua vida, na hipótese de seguro de vida (art.790, parág. Único).
50. Não têm direito a figurar como beneficiário do prêmio do seguro na falta de indicação de beneficiário (art.792, CC).
51. Não têm direito de incluir o companheiro nas necessidades de sua família para exercício do direito de uso da coisa e perceber os seus frutos (art.1412, par. 2º , CC).
52. Não têm direito de remir o imóvel hipotecado, oferecendo o valor da avaliação, até a assinatura do auto de arrematação ou até que seja publicada a sentença de adjudicação (art.1482 CC).
53. Não têm direito a ser considerado aliado aos parentes do outro pelo vínculo da afinidade (art.1595 CC).
54. Não têm direito a demandar a rescisão dos contratos de fiança e doação, ou a invalidação do aval, realizados pelo outro (art.1641, IV CC).
55. Não têm direito a reivindicar os bens comuns, móveis ou imóveis, doados ou transferidos pelo outro companheiro ao amante (art.1641, V CC).
56. Não têm direito a garantia da exigência da autorização do outro, para salvaguardar os bens comuns, nas hipóteses previstas no artigo 1647 do CC.
57. Não têm direito a gerir os bens comuns e os do companheiro, nem alienar bens comuns e/ou alienar imóveis comuns e os móveis e imóveis do companheiro, quando este não puder exercer a administração dos bens que lhe incumbe (art.1651 do CC).
58. Não têm direito, caso esteja na posse dos bens particular do companheiro, a ser responsável como depositário, nem usufrutuário (se o rendimento for comum), tampouco procurador (se tiver mandato expresso ou tácito para os administrar) - (art.1652 CC).
59. Não têm direito a escolher o regime de bens que deseja que regule em sua união.
60. Não têm direito a assistência alimentar (art.1694 CC).
61. Não têm direito a instituir parte de bens, por escritura, como bem de família (art.1711 CC). 62. Não têm direito a promover a interdição do companheiro (art.1768, II CC).
63. Não têm direito a isenção de prestação de contas na qualidade de curadora do companheiro (art,1783 CC).
64. Não têm direito de excluir herdeiro legítimo da sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter sido autor, co-autor ou partícipe de homicídio doloso, ou tentativa deste contra seu companheiro (art.1814, I CC).
65. Não têm direito de excluir um herdeiro legítimo de sua herança por indignidade, na hipótese de tal herdeiro ter incorrido em crime contra a honra de seu companheiro (art.1814, II CC).
66. Não têm direito a Ordem da Vocação Hereditária na sucessão legítima
(art.1829 CC).
67. Não têm direito a concorrer a herança com os pais do companheiro, na falta de descendentes destes (1836 CC).
68. Não têm direito ser deferida a sucessão por inteiro ao companheiro sobrevivente, na falta de descendentes e ascendentes do companheiro falecido (art.1838 CC).
69. Não têm direito a ser considerado herdeiro "necessário" do companheiro (art.1845 CC).
70. Não têm direito a remoção/transferê ncia de servidor pú

terça-feira, 8 de junho de 2010

Vazou a versão da Britney Spears cantando “Telephone”


Todo cristão, fervoroso ou não, conhece o drama que envolve a história da música “Telephone” neh… Mas mesmo assim eu vou fazer uma breve recapitulação: o trem foi composto pela Lady GaGa para fazer parte do CD “Circus” da Britney Spears, mas a princesinha do pop descartou a canção e a GaGa resolveu remanufaturar a parada e colocar no “The Fame Monster”. RESULTADO: ela gravou o hit, chamou a Beyonce, bolou um rap para a rainha do RnB cantar e gravou a música numa parceria que rendeu um clipe tudOo de bom.

Pois bem… Vazou recentemente a versão da Britney para “Telephone”
OBS: musica ainda em andamento de gravaçao vazou antes que fosse finalizada
agora é so aguarda e conferi se isso vai da certo .

link da musica . http://www.youtube.com/watch?v=1QyrNb7GJ1E&feature=fvsr

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Dois Homens abraçados...


Dois homens abraçados... é uma coisa tão simples e tão bonita de se ver. Não percebo o porque de ainda fazer confusão a muitas pessoas?

Se na rua passar um casal de namorados Hetero, é uma coisa normalíssima mas se passar um casal de namorados Homo, todos ficam a olhar de lado. Porque? Porque é que as coisas são assim?

O amor é universal! E segundo o que li no dicionário o amor é...

* viva afeição que nos impele para o objecto dos nossos desejos;
* inclinação da alma e do coração;
* objecto da nossa afeição;
* paixão;
* afecto;
* inclinação exclusiva...

Em lado nenhum é referido o hetero e o homo. Então porque razão não é o amor entre dois homens visto da mesma forma?

A pergunta irá ficar no ar e no post de hoje ficam dois Momentos de Paixão...

segunda-feira, 24 de maio de 2010

“Britney se torna a 'rainha' do Twitter e responde perguntas dos fãs!”


Não demorou muito e aconteceu! Britney finalmente ultrapassou o ator Ashton Kutcher em número de seguidores no Twitter e se tornou a pessoa mais seguida na internet.

O site oficial, BritneySpears.com, juntamente com os fãs de todo o mundo haviam começado uma campanha para que seguissem a cantora, inclusive a tag #BritneyTwitterQueen (#BritneyRainhaDoTwitter) chegou a ser listada entre os assuntos mais comentados do Twitter no Brasil.

Para comemorar e agradecer aos fãs por mais esse recorde, Britney decidiu responder várias perguntas enviadas por fãs em seu Twitter. O fato chamou bastante atenção já que ela é um pouco criticada por não usar seu Twitter com muita frequência, além do fato dos posts na maioria das vezes serem feitos pela sua equipe, o que os tornam um pouco “robotizados”. POR : HENRIQUE FEITOSA

PRIMEIRA PARADA GAY EM SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE ARRASTA GRANDE PUBLICO



A cidade de Santa Cruz do Capibaribe sediou durante o sábado, dia 22 de maio, o primeiro encontro da diversidade cultural.
O evento que tem como objetivo, mobilizar a sociedade contra o conflito entre conceito e pré-conceito com as pessoas que vivenciam relaçães entre pessoas do mesmo sexo, milhares de pessoas de várias cidades de Pernambuco estiveram presentes. Um trio elétrico fez o arrastão com a musicalidade específica pela PE-160, chegando à avenida 29 de dezembro.
Vários homossexuais e bi-sexuais e simpatizantes estiveram prestigiando o evento, pôs glaumour e muito brilho era o que não faltava.
De acordo com um dos organizadores do evento, os homosexuais estão conquistando seu espaço e superando as barreiras perante a sociedade. Ele disse também que Santa Cruz vive um momento extra em sua historia, pois talvez essa seja a única cidade do interior do estado a ter esse tipo de mobilização.
O evento contou com o apoio da Polícia Militar e da Guarda Municipal da Capital da Sulanca, que garantiram a tranqüilidade do evento.
Do: Jornal Agreste Notícia

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Pregador é preso após dizer na rua que homossexualismo é pecado


Homem britânico foi preso depois de ter dito durante sermão na rua que homossexualismo é um pecado. No Brasil, de testemunha, pastor passa a suspeito e é preso em casa


Dale McAlpine foi acusado de causar "alarme, intimidação e angústia" depois que um policial comunitário ouviu o pastor batista mencionar vários "pecados" citados na Bíblia, inclusive blasfêmia, embriaguez e relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, de acordo com o jornal britânico The Daily Telegraph.

Dale McAlpine, de 42 anos, prega nas ruas de Wokington, na região de Cumbria, no noroeste da Inglaterra há anos, e disse que não mencionou homossexualismo quando fazia o sermão do alto de uma pequena escada, mas admitiu ter dito a uma pessoa que passava que acreditava que a prática era contrária aos ensinamentos de Deus.

Segundo o jornal britânico Daily Mail, o policial Sam Adams identificou-se como o agente de ligação entre a polícia e a comunidade gay e transsexual e avisou o pregador, que distribuía folhetos e conversava com as pessoas nas ruas, que ele estava violando a lei. Mas ele continuou pregando e foi levado para a prisão, onde permaneceu por sete horas.

O pregador disse que o incidente foi "humilhante", segundo o Daily Telegraph. "Eu me sinto profundamente chocado e humilhado por ter sido preso em minha própria cidade e tratado como um criminoso comum na frente de pessoas que eu conheço."

"Minha liberdade foi tolhida por rumores vindos de alguém que não gostou do que eu disse, e fui acusado usando-se uma lei que não se aplica", afirmou Dale.

O processo contra McAlpine por supostas declarações públicas contra gays ocorre semanas depois que um juiz britânico disse que não há proteção especial na lei para crenças cristãs.

O juiz decidiu favoravelmente a uma organização que demitiu um terapeuta de casais por se recusar a atender casais gays alegando que isso seria contra seus princípios cristãos.

Pastor Preso no Brasil

Depois de 12 dias de investigações sobre a execução dos empresários Rayder Rodrigues, 38, e Fabiano Ferreira Moura, 32, no apartamento do Sion, a Polícia Civil realizou ontem a sétima prisão.

O pastor Sidney Eduardo Benjamim, que já havia sido ouvido no último dia 15 na condição de testemunha, foi preso acusado de participação nas mortes.

Segundo a polícia, ele teve participação nas mortes. "Os depoimentos dos envolvidos apontaram que o pastor esteve no apartamento no dia do crime e teria auxiliado o grupo", disse a delegada Elenice Batista Ferreira, que preside o inquérito.

A polícia agora tenta capturar o advogado Luis Astolfo Sales Bueno, que, de acordo com as investigações, é o oitavo e último suspeito pelo crime. Sales é apontado como elo entre as vítimas e Frederico Flores. Ontem, de posse de um mandado de prisão, a polícia tentou localizá-lo, sem sucesso.

Segundo a delegada, em depoimento, logo após a prisão, o pastor confessou que um dia após a execução dos empresários jogou, a mando de Frederico Flores, uma sacola de plástico no leito do ribeirão Arrudas. A polícia descarta que na sacola estivessem as cabeças das vítimas. "Acreditamos que sejam as facas usadas nos crimes e outros objetos utilizados pelos assassinos".

A prisão do evangélico aconteceu no mesmo dia em que a polícia localizou um Fiat Stilo azul, que estava guardado em um garagem no aglomerado da Serra, próximo à residência do cabo da PM Renato Mozer, um dos presos pelo crime. O carro, que está em nome da mãe de Flores, a advogada Maria Isabel Flores de Carvalho, teria sido deixado no local há uma semana pela mulher do PM. As informações foram dadas aos investigadores pela Corregedoria da Polícia Militar.

No veículo foram encontrados documentos em nome de Frederico, além de exames médicos do suspeito. Ainda conforme a delegada, o carro vinha sendo usado pelo policial dias antes das mortes. Existe a suspeita de que o veículo tenha sido usado no transporte dos corpos, o que poderá ser comprovado após a perícia.

No depoimento, o pastor ainda teria informado à polícia que no dia do crime dirigiu e trabalhou como segurança da médica Gabriela Ferreira, outra presa acusada pelo crime. Para a polícia, a médica foi levada para fazer a movimentação financeira nas contas das vítimas.

Novos depoimentos. A delegada informou que o nome da mãe de Flores não havia aparecido nas investigações até então. Ela e a irmã de Flores, Fabiana, serão ouvidas pela polícia na próxima semana.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

NEW PODCAST VOL.5 DJ MAGNO



Ameerah - The Sound Of Missing You
Max The Voice - Disco Bamba
Hinojosa & Zambrano - Viciosa
Jay-Z Feat. Alicia Keys - Empire State Of Mind
Beyonce - Single Ladies
Rihanna - Rude Boy
Justin Bieber - Baby
Blog: www.magnodjmix.blogspot.com

terça-feira, 11 de maio de 2010

ELE AMA OS HOMOSSEXUAIS


Nenhum argumento religioso contra a homossexualidade sobrevive a uma análise crítica. Qualquer motivo religioso padrão não é mais do que ficção, fruto de convicções cegas. O "argumento" é somente uma preferência pessoal, uma posição apoiada por uma "escolha" e não por "argumentos racionais". A Religião é, assim, uma máscara usada para encobrir o preconceito.

A Bíblia NÃO condena a homossexualidade
As investigações científicas mais recentes demonstraram e denunciaram erros de tradução e de interpretação nas passagens que dizem respeito à homossexualidade. A maioria define claramente, como por exemplo em Ezequiel 16, 48-49 e no Livro da Sabedoria 9, 13-14, qual foi o pecado de Sodoma (Génesis 19): orgulho, ódio, abuso, dureza de coração. Sexo nunca é mencionado. Também o termo "não natural", por exemplo, que encontramos na Carta aos Romanos 1, 28-29 devia ter sido traduzido pelos termos "atípico" ou "não convencional". A Bíblia, se lida em coerência com os seus próprios termos e contexto, não apresenta nenhuma condenação explícita dos actos homossexuais. Ver D. A. Helminiak, What the Bible Really Says About Homossexuality, Alamo Press, 1994.

O Cristianismo NÃO se opôs sempre à homossexualidade
Até cerca de 1200, excepto no período por volta da altura da queda do Império Romano, a homossexualidade era, em geral, aceite na Europa cristã. No século VII, na Espanha Visigoda, uma série de seis conselhos nacionais da Igreja recusaram-se a apoiar a legislação do soberano contra actos homossexuais. No século IX códigos penais extensos por toda a Europa tratavam de questões sexuais detalhadamente, mas nenhum fora de Espanha proibía actos homossexuais. Pela altura da Alta Idade Média existia uma sub-cultura gay emergente e um corpo de literatura gay padrão estudada nas Universidades dirigidas pela Igreja. Ver J. Boswell em Christianity, Social Tolerance and Homosexuality, University Chigago Press, 1980.

Na prática da Igreja, procriação NÃO é essencial para ter relações sexuais
A filosofia estóica defendia que a concepção de bebés era a única razão eticamente aceitável para ter relações sexuais. O Cristianismo desde cedo incorporou esta noção na sua doutrina e algumas igrejas invocam-na para condenar a homossexualidade. Contudo, muitas destas igrejas permitem o uso de contraceptivos e permitem o casamento (e relações sexuais) entre casais que sabem serem estéreis ou entre casais que já ultrapassaram a idade para procriar. Até mesmo a Igreja Católica enfatizou recentemente a importância da união emocional e da partilha do amor como centrais para a intimidade sexual. Evidentemente, as igrejas não acreditam que a única e principal razão para a intimidade sexual é a procriação.

O argumento da "complementaridade" NÃO é coerente
Supostamente a complementaridade dos sexos é um requisição estabelecida por Deus para os relacionamentos sexuais. Mas a "masculinidade" e "feminilidade" são estereótipos. Na realidade, as características da personalidade das pessoas são mistas e abrangem tanto a esfera do masculino e como a esfera do feminino. Quaisquer duas pessoas, heterossexuais ou homossexuais, podem facilmente qualificar-se como complementares nalgumas características psicológicas, ou noutras. Deste modo, a complementaridade em questão só pode ser biológica. Ora, apelar à complementaridade é só uma maneira de dizer que só uma mulher e um homem podem partilhar a intimidade sexual. Logo, o verdadeiro argumento é este: as relações sexuais homossexuais são erradas porque sexo entre um homem e uma mulher é que está certo; casais homossexuais não podem partilhar nenhuma intimidade sexual porque não são heterossexuais. O argumento não explica nada, é circular, a verdadeira questão fica por responder. Indo um pouco mais longe, o argumento da complementaridade afirma que o único acto sexual permissível é a relação sexual entre pénis e vagina, mas não apresenta nenhuma razão para esta afirmação (na qual poucos acreditam, de qualquer modo).

A homossexualidade NÃO é uma doença
A Religião afirma que a homossexualidade é uma aberração em relação à ordem da criação de Deus. Contudo, a maioria das investigações científicas - zoológica, médica, psicológica, sociológica e antropológica - mostram que a homossexualidade é uma variante normal. Não só é prevalente em muitas espécies animais, como nos humanos a homossexualidade tem uma base biológica, é fixada no início da infância e presente em praticamente todas as culturas conhecidas. Não há nenhuma prova credível de que a orientação sexual pode - ou deve - ser modificada. A não ser que ser simplesmente homossexual em si venha a ser considerado como uma patologia com que se nasce, a ciência actual não é capaz de detectar nada de "doente" na homossexualidade e considera-a parte do mundo que Deus criou.

Os homossexuais NÃO são irreligiosos
Muitas pessoas condenam os homossexuais afirmando que são contra Deus e pecadores, mas os homossexuais cristãos contemporâneos reconhecem a sua auto-aceitação como fruto da graça de Deus. Eles testemunham que desde que "se assumiram" sentem-se mais felizes, mais saudáveis, mais produtivos, mais afectuosos, mais em paz, mais alegres e mais próximos das outras pessoas - e mais próximos de Deus. De acordo com o critério de Jesus "Pelos seus frutos os reconhecerás" (Mateus 7, 16) os homossexuais cristãos devem ser verdadeiros profetas do nosso tempo. Pelo contrário, colocar a tónica nos piores elementos e exemplos da comunidade homossexual - ou heterossexual - é uma maneira injusta de avaliar a questão.

SER BISSEXUAL ESTÁ NA MODA OU É TENDÊNCIA DE COMPORTAMENTO ?


A cantora Fergie, do Black Eyed Peas, disse que já experimentou garotas. Outra cantora, a performática Lady Gaga, declarou ser bissexual. As atrizes Drew Barrymore e Ellen Page trocaram um selinho no ensaio para a revista Marie Claire, americana, de outubro, da qual são capa. No Brasil, Preta Gil já declarou ser ¿total flex¿ e a ex-BBB Fani Pacheco assumiu a versatilidade sexual no livro Diário Secreto de uma Ex-BBB e, hoje, detalhe, tem namorado. Sem contar a campanha sensual da marca de sapatos Arezzo para o verão 2010, em que as atrizes Juliana Paes e Cléo Pires posam juntas em cenas com atitude lesbian chic mesmo declarando serem hétero na vida real. Será que está na moda ser bi, é puro marketing ou tendência?


A bissexualidade: (não se fala bissexualismo, pois "ismo" remete à doença, e a homossexualidade e seus derivados não são consideradas doenças de acordo com a Organização Mundial de Saúde), é definida quando uma pessoa tem orientação sexual voltada para ambos os sexos. Os especialistas em comportamento garantem que não é moda ou marketing e, sim, tendência. "As pessoas estão mais abertas a experimentar o desconhecido", disse a psicóloga e sexóloga paulista Carla Cecarello. Isso se explica diante da indefinição amorosa pela qual muitos passam depois de numerosos relacionamentos sem sucesso. "É uma forma de encontrar." Para a psicanalista e sexóloga carioca Regina Navarro Lins, autora de A Cama na Varanda (Ed. Best Seller), vivemos uma profunda transformação das mentalidades desde que a mulher passou a escolher seu rumo sexual com o surgimento da pílula, na década de 1960. Ao lado disso, ela acrescenta que o amor romântico começa a sair de cena levando com ele uma série de ideais, como o direito de exclusividade, abrindo espaço para um novo tipo de amor surgir. Um deles é a bissexualidade. "Comecei a perceber que gostava de meninos e meninas aos 12 anos", disse a designer Tanya Duarte, 22 anos, de São Paulo. "Aos 17 já tinha certeza, não por experiência, mas por ficar atraída por ambos os sexos." Ela namorou com rapaz durante três anos e depois acabou conhecendo uma garota com quem se relacionou. Hoje é noiva de um homem, está de casamento marcado e tudo. "Pretendo passar minha vida com ele. Tive sorte de encontrar a pessoa da minha vida, que poderia ser também uma mulher." Tanya é uma pessoa que já vive as transformações que aproximam o masculino e feminino. "Vivemos no sistema patriarcal há 5 mil anos,que sempre dividiu a humanidade em duas partes, homem para um lado e mulher para outro", disse Regina. Nessa história, no entanto, muitos homens e mulheres se 'mutilam' para corresponder ao ideal, abrindo mão de aspectos importantes de personalidade. Não é caso de Tanya, que enfrentou o preconceito dos pais e até amigos. "Quando namorava uma menina, assumi e apresentei-a aos meus pais."


Mídia: Sem dúvida, mulher com mulher dá audiência. As moças são bonitas, vaidosas, ricas e famosas. E aparecem na mídia declarando (ou mostrando) que gostam tanto de meninos como meninas. Tudo começou com o beijo de Madonna deu em Britney Spears no Video Music Awards, em 2003. Não foi um selinho e, sim, um beijo cinematográfico. Entre as brasileiras, até a deusa do axé Daniela Mercury não resistiu e lascou um beijinho em Alline Rosa em uma gravação de DVD. No último Big Brother, o beijo de Priscila e Milena debaixo d'água 'bombou' na internet. Parece que a sociedade aceita mais duas mulheres se beijando, afinal é comum as meninas, desde crianças, viverem abraçadas, de mãos dadas, dormirem juntas. Já os homens são menos aceitos nesse esquema. "A homossexualidade masculina é vista como uma traição à cultura patriarcal. Por isso é mais fácil para a mulher assumir, aparecer em público e fazer propaganda", disse Regina Navarro.


Adolescência: Os mais tradicionais podem imaginar que tantas cenas e declarações de ídolos mexem com a cabeça das adolescentes. Para a sexóloga Carla Cecarello, as adolescentes de hoje estão num mundo cheio de informações, o que facilita o aprendizado e também o desejo de experimentar ¿ algo inerente à formação. Contraditoriamente, muitas até dão selinhos nas amigas para chamar a atenção dos meninos. Mas é bom que fique claro: a orientação sexual, segundo ela, é definida na infância, mas assumida na adolescência. "As experiências vão consolidar a orientação sexual já definida, e o adolescente vai tomar consciência disso." Portanto, ter uma experiência com pessoa do mesmo sexo na adolescência não significa ser bissexual. "Experiências esporádicas não definem uma pessoa como bissexual", afirmou Carla.
Fonte: TERRA

MENINAS COM MENINAS .


A revista Isto é desta semana, mostra como é o mundo das lésbicas, nas baladas e nos eventos de mulheres homossexuais e constata que elas querem um espaço próprio, independente dos homens gays.
A matéria fala de noites para elas em São Paulo, como a Superdyke, festas homossexuais femininas. “Se em lugares públicos namoradas nem sequer podem dar a mão despreocupadamente, lá, casais dão beijos apaixonados. Na pista, garotas dançam bem perto, encaixando os corpos, numa liberdade difícil de imaginar numa festa heterossexual. As atrações da pista são o ponto alto da noite, com shows de gogo dancers e strippers - moças se aglomeram ao redor do palco e gritam, assoviam. No lounge, casais namoram, conversam e dão risada, como se estivessem em bancos de parque, mas sob a proteção das quatro paredes da casa. As lésbicas querem um espaço só delas”.
"Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos"
“Em muitas coisas, as mulheres homossexuais querem ser iguais aos homens gays: nos direitos civis e na aceitação social conquistados, por exemplo. Em outras, querem que suas diferenças sejam respeitadas e valorizadas. O que se constata quando se mergulha no mundo das lésbicas é que elas não querem abrir mão de um espaço próprio. Ou seja, não querem ficar a reboque dos homossexuais masculinos. Para dar conta dessa necessidade, está surgindo um movimento silencioso, com eventos, produtos e serviços voltados para esse público. As baladas que se multiplicam são um exemplo. Mas o fermento dessa iniciativa é a internet. A escritora Karina Dias, 30 anos, começou com um blog e acaba de lançar o romance lésbico "Aquele Dia Junto ao Mar". "Quando se fala em movimento gay, as pessoas nem pensam em mulheres. Então é um jeito de dizer que existimos", afirma Karina, que recebe dezenas de emails por dia de garotas que não sabem como lidar com a descoberta da sexualidade. "Eles vêm carregados de dúvidas e medos. Isso é um grande impulso para continuar escrevendo."

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DIREITO LEGITIMADO





Casal de lésbicas é primeiro a ter nomes no registro do filho.
As duas mulheres tiveram o filho por inseminação artificial



Natalie Woods, 38, e Elizabeth Knowles, 47, comemoram não só a chegada da filha Lily-May. Elas são o primeiro casal gay da Inglaterra a registrar o filho com os nomes delas contando na certidão de nascimento.

O direito é de uma lei de 2008, que retirou as palavras pai e mãe das certidões de nascimento e deixou o espaço para o nome de dois parentes.

"É fantástico. Se comparado a ter que ir a justiça para fazer isso é realmente direta essa forma de registro" comemorou Woods em entrevista para o jornal "Daily Telegraph".

As duas já vinham tentando registrar a filha por meio de uma ação na justiça. Como a lei entrou em vigor tudo ficou mais fácil.

da Redação do Toda Forma de Amor com informações do Daily Telegraph (foto: Terry Applin/Eddie Mitchell/reprodução/Daily Telegrama
Priscila Vanêssa

segunda-feira, 3 de maio de 2010

EXISTEM EX-GAYS ?









@Por Pastor Gelson Piber:

Se você procura um psicólogo ou psicóloga para te ajudar a encarar a homossexualidade, fique atento ou atenta: eles não podem tentar "curar" uma pessoa. Ela não está doente. Eles também não podem te encaminhar para outros tratamentos.

Este é um decreto que o Conselho Federal de Psicologia instituiu; o profissional que age com a intenção de “Curar” um ou uma homossexual pode ser punido ou punida. Ou seja, o que o profissional pode fazer é ajudar a pessoa a se entender e se aceitar. Ele como profissional da saúde pode melhorar a autoconfiança da pessoa e fazê-la perceber que não pode existir nenhum tipo de culpa por ela ser assim.

A homossexualidade não é uma escolha. Ninguém acorda em um belo dia e diz: "hoje quero ser gay”, ou “hoje quero ser lésbica". Para se aceitar homossexual há um longo processo. Portanto, este profissional tem que ajudar a pessoa a entender tudo o que está se passando com ela. Se ele achar que é um problema, um erro ou uma doença, há grandes chances do homossexual também pensar da mesma forma, não é verdade?
Mas e quanto aos psicólogos e as psicólogas ou outros profissionais, poucos, felizmente, da saúde que dizem que podem “tratar” da homossexualidade

O que existem por aí são profissionais ou pseudo profissionais desonestos querendo levar vantagens com a angústia pelas quais algumas pessoas passam quando têm dificuldades de se aceitar como são, são pessoas que pretendem lucrar com os dramas humanos. Outros, revestidos por falsas verdades religiosas, pretendem “libertar” e “curar” pessoas homossexuais quando o que Jesus manda é simplesmente que haja amor e respeito.

Os maus profissionais e os pseudo religiosos, promovem “curas” das pessoas, mas na verdade, estão atrás do dinheiro das pessoas e/ou dos grupos homofóbicos poderosos, atentando contra a saúde psíquica e a liberdade das pessoas, além da boa fé que levam tantos, que se acreditavam doentes, mas principalmente “pecadores” e “pecadoras” à seções de humilhações e torturas que são chamadas de “aconselhamentos”, “reorientação”, “seções”, etc. Se o Conselho Federal de Psicologia diz que a homossexualidade não é doença, quem promove sua “cura” está cometendo crime de estelionato e deve ser denunciado, seja profissional ou não. Mas a denuncia não vai reverter o mal que estes mal intencionados promoveram na vida de tanta gente.

A homossexualidade foi considerada doença, equívoco que se prolongou até 1974, quando a Organização Mundial de Saúde riscou-a de sua lista de enfermidades. As pesquisas sobre uma possível origem genética, realizadas a partir de 1991, causam polêmica.
Hoje já se sabe que não se trata de uma opção, mas de uma condição, tão humana quanto andar, comer ou respirar. Mesmo assim o assunto continua a ser tabu, envolto em preconceito e na falta de informação.

A orientação sexual, quer para heterossexuais, quer para homossexuais não é algo que uma pessoa escolha. É irresponsável afirmar que a homossexualidade é uma escolha. Tal como os heterossexuais, os homossexuais descobrem a sua sexualidade como um processo de crescimento. A única escolha que o homossexual pode tomar é a de viver a sua vida de acordo com a sua verdadeira natureza e de acordo com o que se espera dele para uma boa convivência em sociedade, com retidão e honestidade consigo e com os demais. Descrever a homossexualidade como um simples caso de escolha é ignorar a dor e confusão por que passam tantos homens e tantas mulheres homossexuais quando descobrem a sua orientação sexual.

É absurdo pensar que essas pessoas escolheram deliberadamente algo que as deixa tantas vezes expostos à rejeição por parte da família, de amigos e amigas e da sociedade. Este preconceito também ignora todos os homossexuais que tentaram viver a sua vida como heterossexuais, escondidos atrás da fachada de um casamento heterossexual, sempre sentido falta de realização pessoal.
Há ainda muito a aprender sobre a sexualidade humana, mas já sabemos muito sobre o respeito, a tolerância, a dignidade de cada um, a justiça, a liberdade e os direitos humanos.

Vemos que não existe esta história: "eu era gay, mas virei homem de novo". "Ninguém vira nada, a única coisa que vira é pipoca". O que pode acontecer é, as pessoas ter atitudes homo ou hetero, mas o que determina é o desejo erótico, é a atração e também, e muito, o afeto, as emoções.

Ou então existem aquelas pessoas que negam sua homossexualidade. A pessoa que sente atração por outra do mesmo sexo, mas tem preconceito, tem medo, acha que é pecado, por exemplo. Faz o que? Se é homem, namora uma mulher, se é mulher, namora um homem, e até casa, mas fica com a cabeça em outro lugar...

Por isso, vemos tantas mulheres e tantos homens casados que levam uma vida dupla. Neste caso, a pessoa se “assume” somente para si (e, talvez, um grupo de amigos), mas não para a sociedade. Ou não “assume” nem para si mesma. Não acho que ninguém deve sair gritando aos quatro ventos que é gay ou lésbica, mas, estar casado e sair com outra pessoa, é uma traição como outra qualquer. E o encontro consigo mesmo, diante de Deus, com a sua verdade, é o que liberta, o que dá alegria, satisfação e sobretudo paz, muita paz.

sábado, 1 de maio de 2010

BISSEXUAIS


Nem gays enrustidos, nem heteros promíscuos
As pessoas que se envolvem afetiva e sexualmente com homens e mulheres são acusadas de não descer do muro. Condenadas pelos gays e pelos heterossexuais, têm que construir muitas vezes uma identidade camuflada para dar vazão ao desejo.
Por Lina Barbosa


Não é fácil querer tudo. Para muitos homossexuais, eles são gays enrustidos ou lésbicas não assumidas. São considerados devassos por outros tantos heterossexuais. Os bissexuais, pessoas que têm desejo afetivo e sexual por homens e mulheres, têm dificuldade para encontrar o seu lugar no mundo e dificilmente falam abertamente sobre sua dupla preferência sexual. Na maioria das vezes apresentam-se à sociedade como homo ou heterossexuais, dependendo da circunstância ou do grau de aceitação que acreditam que poderão ter. "Até pouco tempo atrás, imaginava-se que o número de bissexuais fosse muito reduzido", diz a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do Programa de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas. Segundo ela, pesquisas sobre a crescente contaminação de mulheres casadas pelo vírus da Aids levaram à conclusão de que existem muito mais bissexuais do que se acreditava. Estima-se que 80% das mulheres casadas soropositivas foram infectadas através do comportamento bissexual de seus maridos. Constatações como essa ajudam a aumentar o preconceito contra os bissexuais. Mas como afirma, no depoimento a seguir, Sonia Alexandre, uma bissexual assumida, "quem dissemina a Aids é a mentira".

No início do século, Sigmund Freud dizia que temos possibilidades, até biológicas, de sermos tanto homo como heterossexuais. Para ele, a energia original de toda pessoa estaria voltada para os dois sexos. Mas por uma questão cultural, ela vai se moldando para esse ou aquele caminho, até mesmo em nome da preservação da espécie. Para o psicólogo Cláudio Picazio, do Centro de Psicologia, Saúde, Afetivo e Sexual, existem milhares de teorias sobre a bissexualidade, mas ninguém sabe exatamente de onde vem o desejo. De onde nasce o interesse de um homem por um homem, de uma mulher por uma mulher e de um e outro por ambos. "O desejo acontece. É inato. O problema é que por conta dos interditos culturais o bissexual não sabe pra onde levar o seu desejo", diz Picazio, autor de livros sobre sexualidade, entre eles, "Diferentes Desejos" (Ed. GLS).

No início do século buscavam-se explicações psíquicas para a homo ou a bissexualidade. Hoje, tentam encontrar respostas no código genético do indivíduo. "Esses pesquisadores não estão conformados com a idéia de que orientação sexual é fruto de uma construção social, cultural e psíquica", diz a psiquiatra Carmita Abdo. "Querem uma causa orgânica e provar que se a pessoa tem uma determinação no corpo, ela é uma coisa ou outra e não as duas."

ESCOLAS NÃO SABEM LIDAR COM ALUNOS GAYS


Duas pesquisas feitas pela Unesco em 2004 ilustram a gravidade do preconceito nas escolas: uma delas, entre os alunos, descobriu que 40% dos meninos brasileiros não querem um colega homossexual sentado na carteira ao lado; outra, com professores, mostrou que 60% deles consideram “inadmissível” que uma pessoa mantenha relações com gente do mesmo sexo. “Há um muro de preconceitos que impede as pessoas de aceitar os homossexuais: eles são promíscuos, não têm família, morrem de aids. Quando se veem diante de um aluno gay, os professores e diretores simplesmente não sabem como agir”, diz o educador Beto de Jesus, da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
Beto de Jesus é um dos coordenadores de um projeto financiado pelo Ministério da Educação para formar professores e ajudar as escolas a lidar com a diversidade sexual de seus alunos. O grupo vai produzir um kit didático para 6 mil escolas. Nele, haverá orientação para diretores e professores e material para os alunos. Como parte do mesmo projeto, estão sendo realizados encontros regionais com secretarias da Educação, ONGs e universidades. A ideia é coletar experiências de sucesso para ajudar a formular uma política nacional para o problema. O grupo também realiza, neste momento, a maior pesquisa qualitativa sobre homofobia nas escolas de dez capitais brasileiras, com a intenção de mapear os principais conflitos e soluções. “As escolas não estão preparadas nem para identificar esse preconceito. Enquanto os professores não podem aceitar que um aluno chame o outro de ‘negrinho’, ‘veadinho’ ainda é considerado brincadeira”, diz Carlos Laudari, diretor da Pathfinder Brasil e um dos coordenadores do projeto junto com Beto.
Lá vou eu: Uma reportagem excepcional, de autoria da Jornalista Ana Aranha, publicada na Revista Época, que estará nas bancas a partir desse final de semana. Um texto que deve ser lido por professores, alunos e diretores. Uma visão crua, sem hipocrisia, da realidade preconceituosa existente nas escolas do Brasil.

BALADA GARANTIDA PELO DJ MAGNO ( AGENDA DE SHOWS )


Dj Residente do Club NEon (Inauguração dia 22 de maio, em Caruaru, com lançamento do MaGnO Dj - The best beats vol.5)


A boate funcionará até o final do período Junino, no antigo bar NA FEIRA.
Funcionará todas sextas e sábados.
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FEsta CUltoABaco


dia 22 de maio às 11h da manhã ( Mais informações, tem o flyer na festa no meu album)


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Festa Bitch (REcife) ...........


Em julho... Aguardando mais informações...


www.magnodjmix.blogspot.com


Fotos e flyer no seu album.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Primeira parada da diversidade de Santa cruz do Capibaribe


A cidade de santa cruz do Capibaribe terá pela primeira vez a sua parada da diversidade
Que será realizada no dia 22 de maio tendo assim uma previa da parada que acontecera no dia 21 de maio é a vez da cidade de santa cruz do Capibaribe mostra que também
Sabe lutar pelos diretos da comunidade GLBT
Tendo assim o apoio da prefeitura e de seus secretariados com a coordenação
Da boate `´Classe A `´ que já á alguns meses vem sendo o principal ponto GLBT
De santa cruz com a direção de Araujo e a promoter Amanda .
Então dês de já o blog da diversidade vem convidar a todos para prestigia esse grande evento que será o primeiro de muitos que virão
E toda cobertura do evento será realiza pelo nosso blog o blog mas entendido do estado de Pernambuco .

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Preconceito ou loucura ?


O Fantástico, revista eletrônica exibida pela TV Globo, exibiu uma reportagem no último domingo (25 de abril) sobre o projeto de lei, que será votado agora em maio, e que visa instituir a pena de morte para homossexuais assumidos em Uganda, no leste da África. A reportagem é do jornalista Renato Ribeiro, correspondente da Globo para a África, e mostrou uma entrevista exclusiva com o militante Frank Mugisha, de 28 anos.



A matéria, de 6 minutos e 30 segundos, mostra que os gays em Uganda vivem, praticamente, na clandestinidade. Com a aprovação do projeto de lei, a situação ficará ainda mais difícil. "Hoje o homossexualismo (sic) já é crime em Uganda, mas só há prisão em caso de flagrante. Pelo novo projeto, basta alguém acusar uma pessoa de ser gay", diz a matéria.



A África é o pior lugar do mundo para um homossexual viver. Em mais de 30 países do continente, ser gay é crime e as penas variam desde uma multa equivalente a R$ 300,00 até a prisão perpétua. A única exceção é a África do Sul, país mais desenvolvido do continente, que desde 2006 autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por outro lado, no Sudão, na Mauritânia e em algumas partes da Somália e da Nigéria, a pena de morte é a principal punição para homossexuais.